Eu esmagava com as mãos a saudade que me batia forte contra o peito.
Arrancava a doçura que um dia pude sentir e a tornava áspera e aguda.
Sim, minhas tardes de verão que ardiam em meus ombros se tornaram um peso áspero que me espremia por dentro.
Talvez tudo isso se resumia em tê-lo aqui por uns segundos apenas.
Só pra ver se meus olhos se abririam com facilidade novamente.
Pude ver o mundo rodeado de árvores, que derrubavam suas folhas pelo chão, apenas pela janela oculta do meu refúgio.
Onde a vida era baseada nas cores pálidas que me perseguiam com uma paz desigual. Fugindo do real e morando em um beco de lembranças e páginas viradas me tornei assim tão triste.
Eu sei que precisavas partir, mas por um momento eu pensei que...
Talvez pudesses ficar mais um pouco.
Sinto tanto.
Eu não posso sair daqui e tentar encontrar algum caminho.
Eu tentava seguir, quando você teve que ir.
E tudo agora está tão dificil pra mim.
Seus braços não me alcançam e nem suas palavras podem chegar aos meus ouvidos.
Talvez você apareça no meio da minha insônia e me derrube da cama com suas gargalhadas, mas enquanto você não vem.
Eu não posso.
Não posso tentar esquecer que você era tudo.
Tudo que me tornava feliz.
E se foi como uma nuvem escura e hoje faz chover apenas saudade.
Essas minhas lamúrias só esquentam meu travesseiro a noite e não servem para aliviar a minha dor.
Eu buscava a certeza de ter você, enquanto o destino te tomava nos braços e lhe mostrava de perto a eternidade.
Foram tantas alegrias, tantas coisas que te traziam sempre aqui perto de mim.
Mas agora.
Não tenho nada.
Amanhã vai chover outra vez e não posso caminhar pela chuva ao seu lado.
Moras do lado do céu e me trazes um pedaço.
Um pedaço de céu coberto de saudade.
Uma saudade apertada, invisível e amarga.
Que toda noite vem e me cala.
Derruba-me lágrimas.
E me consome por inteira.
E mais uma vez o sol aparece e com ele o dia vem e me puxa pelas mãos.
Saio de fininho do quarto, passos lentos...
Respiro um pouco, pela primeira vez depois daquela tarde tão triste.
Olho para o céu, tento sorrir.
Busco um alento.
Te encontro ali, nas brechas do meu desespero.
Me segurando pelas mãos.
Me fazendo andar...
Voe, Passarinho
Voe, para o Céu
Voe o mais alto que puder
Cubra-te de azul
De lua e de sol
Voe, bem alto Passarinho
Feito Anjo, Voe em paz
Ela e o tempo.
Por mais que o tempo fosse um alivio para suas dores de cotovelo, ela continuava remoendo algo do passado.
Algo tão claro, que não dava para disfarçar seu sorriso torto, meio de canto, meio santo.
Talvez um sorriso que fora escondido por tanto tempo.
Faltava-lhe um pouco de loucura e coragem para tornar real aquilo que ela desejava.
Tentava desvendar ruídos de alegria e satisfação.
Havia algo em seus pensamentos maldosos, ora tão doces.
Uma verdadeira desordem em sua mente tão obscura, um alento talvez.
Uma recordação, um sonho perdido no tempo.
Procurava por todos os cantos e não encontrava nada.
Estava oca, definitivamente desequilibrada por dentro.
Guardou tudo tão escondido, que não era capaz de achar nada, além de cacos de sua mísera inquietação.
Tudo tão vago, sem explicações, um verdadeiro caos de emoções.
Tão longe de si ela avistou uma peça fundamental para tudo o que sempre procurou.
Ele estava lá no fundo do seu armário, esquecido, intacto e o tempo não passou para aquele caderninho de capa dura.
Parece que foi ontem, que havia guardado com tanto cuidado.
Cuidou tanto para que não fosse encontrado, que o esqueceu ali por uns dez anos.
Sua memória saltitava alegremente tentando tocar aquele caderno.
Nele algumas frases, pedaços de um rascunho feito à mão.
Linhas escritas diariamente com afinco e letras desenhadas como se fosse uma canção.
Histórias marcadas por tinta e papelão.
Restos de amor, embalados com emoção.
Alguns versos.
Algumas alegrias.
Um choro contido, uma risada aflita.
Um soluço.
Frases infinitas
Jogadas ao tempo.
Pedaços de sonhos, de amor e compaixão.
Linhas e desilusão.
Algo tão claro, que não dava para disfarçar seu sorriso torto, meio de canto, meio santo.
Talvez um sorriso que fora escondido por tanto tempo.
Faltava-lhe um pouco de loucura e coragem para tornar real aquilo que ela desejava.
Tentava desvendar ruídos de alegria e satisfação.
Havia algo em seus pensamentos maldosos, ora tão doces.
Uma verdadeira desordem em sua mente tão obscura, um alento talvez.
Uma recordação, um sonho perdido no tempo.
Procurava por todos os cantos e não encontrava nada.
Estava oca, definitivamente desequilibrada por dentro.
Guardou tudo tão escondido, que não era capaz de achar nada, além de cacos de sua mísera inquietação.
Tudo tão vago, sem explicações, um verdadeiro caos de emoções.
Tão longe de si ela avistou uma peça fundamental para tudo o que sempre procurou.
Ele estava lá no fundo do seu armário, esquecido, intacto e o tempo não passou para aquele caderninho de capa dura.
Parece que foi ontem, que havia guardado com tanto cuidado.
Cuidou tanto para que não fosse encontrado, que o esqueceu ali por uns dez anos.
Sua memória saltitava alegremente tentando tocar aquele caderno.
Nele algumas frases, pedaços de um rascunho feito à mão.
Linhas escritas diariamente com afinco e letras desenhadas como se fosse uma canção.
Histórias marcadas por tinta e papelão.
Restos de amor, embalados com emoção.
Alguns versos.
Algumas alegrias.
Um choro contido, uma risada aflita.
Um soluço.
Frases infinitas
Jogadas ao tempo.
Pedaços de sonhos, de amor e compaixão.
Linhas e desilusão.
Seus poderes anormais.
Quais poderes você tem sobre mim?
A força enigmática que atinge cada molécula do meu corpo embriagando meus sentidos.
Não encontro explicações para esse fenômeno tão perturbador que faz minha boca abrir um sorriso involuntário com cada palavra monossilábica que você exprime.
Seu jeito de olhar a vida por trás de uma máscara cria expectativas vãs.
Tão obscuras quanto o mais profundo céu azul na calada da noite.
Perturbador é sentir algo por você.
Tão estranho ser, ao meu mundo tão certo.
Certo de coisinhas cor-de-rosa e flores perfumadas.
Certo de caprichos e detalhes tão nítidos.
Como pode alguém tão distante abalar meu mundo.
Tão detalhado, tão meu, minha bolha particular.
E de repente me vejo presa em algo que não sou.
Que não posso ser.
Não quero entender, falar ou pensar.
É tarde, muito tarde.
Meu mundo tremeu depois que seus olhos pousaram sobre os meus.
As coisas não podem ser assim.
Você tem que ficar aí, exatamente onde te encontrei.
Preso em um mundo no qual não faço parte.
Escondido dos meus olhos, distante do meu coração.
Assim não correrei riscos.
Não posso inventar histórias sem o personagem principal.
Estou certa, mas não mando em meus pensamentos.
Fique aí, nenhum passo a frente.
Você foi feito pra ficar na memória.
Apenas lá, você vive.
E eu aqui.
Tento escrever.
Um rascunho.
Um projeto.
Perdida entre letras, me consumindo de perfeição.
Pobre exatidão
Ah, se eu fosse capaz.
Te traria para o mundo real.
Agora, não saia dos meus pensamentos.
Fica combinado.
Prometo...
Espero-te
Aqui
Enquanto o real ainda é normal.
A força enigmática que atinge cada molécula do meu corpo embriagando meus sentidos.
Não encontro explicações para esse fenômeno tão perturbador que faz minha boca abrir um sorriso involuntário com cada palavra monossilábica que você exprime.
Seu jeito de olhar a vida por trás de uma máscara cria expectativas vãs.
Tão obscuras quanto o mais profundo céu azul na calada da noite.
Perturbador é sentir algo por você.
Tão estranho ser, ao meu mundo tão certo.
Certo de coisinhas cor-de-rosa e flores perfumadas.
Certo de caprichos e detalhes tão nítidos.
Como pode alguém tão distante abalar meu mundo.
Tão detalhado, tão meu, minha bolha particular.
E de repente me vejo presa em algo que não sou.
Que não posso ser.
Não quero entender, falar ou pensar.
É tarde, muito tarde.
Meu mundo tremeu depois que seus olhos pousaram sobre os meus.
As coisas não podem ser assim.
Você tem que ficar aí, exatamente onde te encontrei.
Preso em um mundo no qual não faço parte.
Escondido dos meus olhos, distante do meu coração.
Assim não correrei riscos.
Não posso inventar histórias sem o personagem principal.
Estou certa, mas não mando em meus pensamentos.
Fique aí, nenhum passo a frente.
Você foi feito pra ficar na memória.
Apenas lá, você vive.
E eu aqui.
Tento escrever.
Um rascunho.
Um projeto.
Perdida entre letras, me consumindo de perfeição.
Pobre exatidão
Ah, se eu fosse capaz.
Te traria para o mundo real.
Agora, não saia dos meus pensamentos.
Fica combinado.
Prometo...
Espero-te
Aqui
Enquanto o real ainda é normal.
Eu te assusto.
Ah, eu te assusto com todos os meus critérios e teorias.
Te assusto, com todas as minhas verdades que são arremessadas na sua cara sem piedade.
Ah, eu falo mesmo, não adianta se fechar nesse seu mundinho tão grande e ao mesmo tempo pequeno.
Você tem medo de perguntas, pois não pode respondê-las.
Tuas respostas são sempre as mesmas.
Você encontra muitas pessoas pelo seu caminho e ninguém te encanta o bastante, nem te confronta, te toca ou nota.
Exagero é sentir tudo isso de maneira errada.
Ah, eu te assusto porque sou o oposto, vivo de verdade e canto qualquer musica sem saber a letra.
Assusto porque não minto.
Minhas verdades às vezes são pesadas demais.
E meus limites estão todos aí, para serem testados.
Estou pagando pra ver, o quanto você aguentaria viver no meu mundo.
Que ao contrário do seu é bem real.
Deixa esse seu mau - humor ordinário de lado.
Algumas frases que são cortadas às vezes são completas.
E sem essa de bancar o esperto.
Enquanto você imagina as coisas do seu jeito.
O mundo acontece.
E você perde a melhor parte.
Fica preso em mundinhos paralelos, achando que é o dono da verdade.
Você nem imagina o tempo que está perdendo.
A felicidade está bem na sua frente.
E você esquece-se de abraçá-la.
Não se fantasie de vilão, dentro de você existe um mocinho.
Eu posso vê-lo.
Mas você só você pode mudá-lo.
Interprete-o
Te ajudo.
Se quiser me chama.
É uma questão de tempo.
Ou você prefere ser tão frio?
Não combina com seu rosto de príncipe encantado, mas você nem faz questão disso.
E se fecha nesse olhar tão pesado e ao mesmo tempo encantador.
Se eu pudesse.
Inventaria algumas formas de te ver.
Só pra ver se você aguenta.
Ouvir tão de perto.
Seja lá o que for.
Eu não quero nem pensar...
Te assusto, com todas as minhas verdades que são arremessadas na sua cara sem piedade.
Ah, eu falo mesmo, não adianta se fechar nesse seu mundinho tão grande e ao mesmo tempo pequeno.
Você tem medo de perguntas, pois não pode respondê-las.
Tuas respostas são sempre as mesmas.
Você encontra muitas pessoas pelo seu caminho e ninguém te encanta o bastante, nem te confronta, te toca ou nota.
Exagero é sentir tudo isso de maneira errada.
Ah, eu te assusto porque sou o oposto, vivo de verdade e canto qualquer musica sem saber a letra.
Assusto porque não minto.
Minhas verdades às vezes são pesadas demais.
E meus limites estão todos aí, para serem testados.
Estou pagando pra ver, o quanto você aguentaria viver no meu mundo.
Que ao contrário do seu é bem real.
Deixa esse seu mau - humor ordinário de lado.
Algumas frases que são cortadas às vezes são completas.
E sem essa de bancar o esperto.
Enquanto você imagina as coisas do seu jeito.
O mundo acontece.
E você perde a melhor parte.
Fica preso em mundinhos paralelos, achando que é o dono da verdade.
Você nem imagina o tempo que está perdendo.
A felicidade está bem na sua frente.
E você esquece-se de abraçá-la.
Não se fantasie de vilão, dentro de você existe um mocinho.
Eu posso vê-lo.
Mas você só você pode mudá-lo.
Interprete-o
Te ajudo.
Se quiser me chama.
É uma questão de tempo.
Ou você prefere ser tão frio?
Não combina com seu rosto de príncipe encantado, mas você nem faz questão disso.
E se fecha nesse olhar tão pesado e ao mesmo tempo encantador.
Se eu pudesse.
Inventaria algumas formas de te ver.
Só pra ver se você aguenta.
Ouvir tão de perto.
Seja lá o que for.
Eu não quero nem pensar...
Duvide
Duvide...
De algumas coisas.
De algumas pessoas.
De alguns sonhos.
Duvide se o seu peito acelerar feito trem bala numa tarde chuvosa.
Duvide...
Entenda que a dúvida às vezes leva ao entendimento.
E muitas vezes é a melhor reação.
Duvide quando você sentir seus pés saindo do chão.
Pode ser apenas um furacão...
Duvide de todas as vezes que você chorar.
Nem sempre as lágrimas são de comoção.
Duvide dos seus olhos.
Eles podem ver tudo, ou apenas o que você permitir.
Duvide do seu sorriso.
Muitas vezes ele quer chorar.
Duvide de sua alma.
Ela quer sentir sua calma.
Duvide de seu coração.
Ele entrega a sua emoção.
Duvide de seus erros.
Eles poderiam ser acertos.
Duvide do fim.
Ele pode estar apenas no começo.
Duvide...
Quando falo que não te vejo...
Sinta apenas o desapego.
Questione seu ego...
Ele pode duvidar de você.
Duvide quando não te olho.
Meus olhos escondem muitos muros.
Duvide do ódio.
Ele se esconde no amor.
Duvide das palavras.
Elas contam mentiras
Duvide do amor.
Ele pode não ser seu
E se por fim duvidar de mim...
Me negue.
E sem duvidas.
Se entregue...
De algumas coisas.
De algumas pessoas.
De alguns sonhos.
Duvide se o seu peito acelerar feito trem bala numa tarde chuvosa.
Duvide...
Entenda que a dúvida às vezes leva ao entendimento.
E muitas vezes é a melhor reação.
Duvide quando você sentir seus pés saindo do chão.
Pode ser apenas um furacão...
Duvide de todas as vezes que você chorar.
Nem sempre as lágrimas são de comoção.
Duvide dos seus olhos.
Eles podem ver tudo, ou apenas o que você permitir.
Duvide do seu sorriso.
Muitas vezes ele quer chorar.
Duvide de sua alma.
Ela quer sentir sua calma.
Duvide de seu coração.
Ele entrega a sua emoção.
Duvide de seus erros.
Eles poderiam ser acertos.
Duvide do fim.
Ele pode estar apenas no começo.
Duvide...
Quando falo que não te vejo...
Sinta apenas o desapego.
Questione seu ego...
Ele pode duvidar de você.
Duvide quando não te olho.
Meus olhos escondem muitos muros.
Duvide do ódio.
Ele se esconde no amor.
Duvide das palavras.
Elas contam mentiras
Duvide do amor.
Ele pode não ser seu
E se por fim duvidar de mim...
Me negue.
E sem duvidas.
Se entregue...


