Tenho a leve impressão que não ando na rua. Definitivamente eu flutuo sobre nuvens de algodão-doce, sou meramente o paradigma que se faz sol, brisa e ventania. E se quer saber não me limito. Não existe nada que possa me parar. Eu apenas floresço em dias de chuva e noutros também.
Tenho um mundo grande. Sonhos maiores ainda. Carrego nos olhos a suavidade de um sentir desajustado. Sou o que sou. O que fui não interessa. O que resta é essa normalidade exagerada que não se limita. Finjo ser normal. E não convenço. Brinco de ser menina, arco-íris, luz e purpurina.
Essa falsa moral não me satisfaz. Os perigos não me assolam é natural permitir que as estradas desarmem ou encantem. Mas prefiro criar caminhos. Essa rotina oca feita de laço de fitas não me abrange. Não crio falsos laços, nem os destruo. O que me convém é real. As palavras me definem, mas nem sempre me completam.
Se queres sentir. Sinta. Ou então, por favor, saia de perto. Vivo os segundos, minutos e me declaro para a eternidade. Da maneira que me tocas, também és tocado. Se me queres bem, deixa-me brincar com teu riso, também posso arrancar-te lágrimas. Intensifico minhas súplicas, às vezes peço perdão. Se nas belezas posso crer, nas levezas posso voar.
Pego carona nessa tua valsa e danço nas letras do teu coração. Não há reação, tú devolves minha respiração. É lenta tua voz e me faz gritar com teus silêncios. Minha oferta para tua vida é clara. Me movo com a facilidade dos sonhos, mas percorro as esquinas do medo. Tu nem sabes das minhas adversidades, mas acredita nos pesadelos. Sem saber que era possível modificar a rota intransferível do destino, marcou sua vida com passos longos e deixou que os olhos silenciassem a fragilidade de um destino feito de promessas vãs. Tornou-se escravo de possibilidades e deixou para trás o tal rastro da felicidade.
Deve ser onde pousa tua mente. No travesseiro da tua melancolia, disfarça tuas preces com uma melodia tocada aos quatro ventos. E nas manhãs de luz ainda traz um aconchego em forma de tango. Pra marcar nossa fé, pra diminuir nosso medo.
Dele pra ela.
Eu sabia exatamente que aquele sorriso era o mais despretensioso, ele contornava cada espaço da boca mais bonita que eu já vi no mundo. Era magra, doida com a escrita pregada em rimas e desaforos esgotados. Tinha classe e beijava o ar que respirava, tocando com os olhos o coração de quem se aproximava. Sim seus passos delicados, riscavam o chão de granito feito bailarina e aquele ar de garotinha mimada, não era apenas um apelo, mas sim um grito ovacionado de um coração quente e grande que eu sabia que existia dentro dela.
Me aproximei. Tentei olhar discretamente dentro daqueles olhos que me decifravam sem perdão. Eu sabia que ela me lia, certamente sabia que eu me perdia dentro daquela voz rouca, despreocupada. E ela tinha aquele jeito bonito de mascar chiclete de morango, sem perder o timbre certo, sem deixar de ser discreta.
Eu podia me perder em cada centímetro de suas frases certas. Podia ser o cara tosco perto de uma deusa em forma de menina/mulher/anjo, ou sei lá o que podia ser. Mas eu sabia que ela combinava com esse meu jeito torto, de tecer de tentar escrever tudo o que ela já sabia.
E todos que nos olhavam, percebiam que eu me perdia naquela conversa. Não importava quando nem onde. Eu só queria ser aquele que você descrevia minuciosamente, quando teimava em ser a autora de um texto em formato de conto de fadas. Mas eu queria ser a história real, fazer parte desse teu mundo doce. Queria ter o controle exato entre tua risada e teus medos. Queria pegar na sua mão e te mostrar o mundo.
Eu sinto tanto frio quando leio esses desencontros, essa sua mania de deixar os olhos cheios de lágrimas e tornar tudo tão descontraído e ao mesmo tempo tão dificil de entender.
Eu não entendo essa sua simpatia graciosa que vai invadindo de um jeito bonito, sem perceber vai mostrando facetas, diagramas de uma conversa disfarçada entre o mundo e seus amores.
É menina enquanto tú escreves essas rimas, eu ainda vacilo nesse jogo intenso entre o amor e a dor. E depois de vê-la tão de perto e quase sentir o céu pincelando nas mãos, deixei de existir nesse ridiculo mundo de sonhos para realmente persisitir nessa nossa história. E sabe que dá pra ter final feliz!
Um dia escrevo um romance e te mando junto com um tulipas. De verdade menina, eu juro que te faria feliz.
Me aproximei. Tentei olhar discretamente dentro daqueles olhos que me decifravam sem perdão. Eu sabia que ela me lia, certamente sabia que eu me perdia dentro daquela voz rouca, despreocupada. E ela tinha aquele jeito bonito de mascar chiclete de morango, sem perder o timbre certo, sem deixar de ser discreta.
Eu podia me perder em cada centímetro de suas frases certas. Podia ser o cara tosco perto de uma deusa em forma de menina/mulher/anjo, ou sei lá o que podia ser. Mas eu sabia que ela combinava com esse meu jeito torto, de tecer de tentar escrever tudo o que ela já sabia.
E todos que nos olhavam, percebiam que eu me perdia naquela conversa. Não importava quando nem onde. Eu só queria ser aquele que você descrevia minuciosamente, quando teimava em ser a autora de um texto em formato de conto de fadas. Mas eu queria ser a história real, fazer parte desse teu mundo doce. Queria ter o controle exato entre tua risada e teus medos. Queria pegar na sua mão e te mostrar o mundo.
Eu sinto tanto frio quando leio esses desencontros, essa sua mania de deixar os olhos cheios de lágrimas e tornar tudo tão descontraído e ao mesmo tempo tão dificil de entender.
Eu não entendo essa sua simpatia graciosa que vai invadindo de um jeito bonito, sem perceber vai mostrando facetas, diagramas de uma conversa disfarçada entre o mundo e seus amores.
É menina enquanto tú escreves essas rimas, eu ainda vacilo nesse jogo intenso entre o amor e a dor. E depois de vê-la tão de perto e quase sentir o céu pincelando nas mãos, deixei de existir nesse ridiculo mundo de sonhos para realmente persisitir nessa nossa história. E sabe que dá pra ter final feliz!
Um dia escrevo um romance e te mando junto com um tulipas. De verdade menina, eu juro que te faria feliz.
Carta pra depois.
Desculpe-me. Talvez essa rispidez arrogante não combine muito com jeans e hering branca. Eu sei. A informalidade se encarrega de me pegar no colo.
É domingo. Tenho pilhas e pilhas de trabalho para terminar. A redação sai do ponto e deixa a desejar. Não há roteiro novo, nem próxima estréia. Deixei de me importar com certas banalidades cotidianas. Talvez, porque o sol escaldante lá fora grite meu nome bem alto neste exato momento.
Essa mania de deixar as coisas incompletas. Esse meu jeito estranho de olhar tudo com olhos da alma. E deixar que tudo se perca em um segundo.
Não, meu bem. Não quero ser autora de um roteiro bobo. Eu quero o lúdico, quero o sonho por inteiro, coberto com calda de chocolate quente e com direito a beijo de cinema.
Hoje observo catatônica o passar das horas. Exprimo com devoção minhas vontades e acabo sendo essa peça involuntária de sentimentos, dona de verdades tempestivas. Sempre gostei das miudezas, as profundezas também me apetecem. Sou leoa, carrego nos olhos a certeza da lucidez, viajo bonito no tempo. E me cerco nos teus carinhos ainda descritos, nas páginas rasgadas de um diário que nunca li.
Faz tanto tempo amor. Ainda guardo tuas lembranças desfocadas nessa minha cabeça dura. E não adianta tentar entender, porque seria desnecessário.
Nunca combinei a cor dos meus sapatos, com a cor da minha blusa. Sei que você me entenderia perfeitamente. É que sempre desconverso quando não quero ser piegas demais. Então fica combinado. Deixa assim ser, do jeito que sempre foi. Não vamos deixar que o tempo fique nublado de novo. Faz sol. Eu respiro leve, as mãos cheias de papéis e nada, nada a declarar.
Da sua.
Deixa pra depois.
É domingo. Tenho pilhas e pilhas de trabalho para terminar. A redação sai do ponto e deixa a desejar. Não há roteiro novo, nem próxima estréia. Deixei de me importar com certas banalidades cotidianas. Talvez, porque o sol escaldante lá fora grite meu nome bem alto neste exato momento.
Essa mania de deixar as coisas incompletas. Esse meu jeito estranho de olhar tudo com olhos da alma. E deixar que tudo se perca em um segundo.
Não, meu bem. Não quero ser autora de um roteiro bobo. Eu quero o lúdico, quero o sonho por inteiro, coberto com calda de chocolate quente e com direito a beijo de cinema.
Hoje observo catatônica o passar das horas. Exprimo com devoção minhas vontades e acabo sendo essa peça involuntária de sentimentos, dona de verdades tempestivas. Sempre gostei das miudezas, as profundezas também me apetecem. Sou leoa, carrego nos olhos a certeza da lucidez, viajo bonito no tempo. E me cerco nos teus carinhos ainda descritos, nas páginas rasgadas de um diário que nunca li.
Faz tanto tempo amor. Ainda guardo tuas lembranças desfocadas nessa minha cabeça dura. E não adianta tentar entender, porque seria desnecessário.
Nunca combinei a cor dos meus sapatos, com a cor da minha blusa. Sei que você me entenderia perfeitamente. É que sempre desconverso quando não quero ser piegas demais. Então fica combinado. Deixa assim ser, do jeito que sempre foi. Não vamos deixar que o tempo fique nublado de novo. Faz sol. Eu respiro leve, as mãos cheias de papéis e nada, nada a declarar.
Da sua.
Deixa pra depois.


