Três lances de escada. Maldita palpitação no peito. Mãos segurando o coração. Mãos frias. Coração quente. Sim eu sei. Esse ditado me parece falho.Pouso os olhos na parede. Verde água. Pálida assim como eu. Subo em ritmo lento, as pernas relutam. Se não fosse pelo pavor sufocado que guardo no fundo, bem no fundo do meu armário de diferenças, eu certamente usaria o elevador.
Já tive a prova concreta que meu coração se partiria ao meio, se por mero acaso te encontrasse lá dentro, menino do 10º andar. Sou totalmente incapaz de imaginar eu, você e todas as nossas diferenças dentro de um elevador. Aposto que roubaria um beijo teu. Aposto.
Desisto de enfrentar minha mente quando entro arrastando o corpo moído dentro do apartamento. O cheiro de café fresco me invade os sentidos. Corro para a cozinha. Desligo os sentidos no momento em que o café percorre minha garganta seca. Deixo o aroma tocar a palidez involuntária de minhas bochechas. Me esquenta até a alma.
Num instante qualquer em que brota dos meus olhos uma certa paz de espirito, um certo aconchego demorado, escuto a campainha.
Abro a porta e lá está você. Dentro da minha imaginação. Não. Você é mais real agora parado na minha porta. E tão lindo. Que é de doer qualquer pedaço do meu corpo que ainda pareça vivo. Pedi que entrasse. Ofereci café. Um sorriso deixei ali preso no canto da xícara. Reconhecia teu rosto, nas lembranças de meus pensamentos. Perdia o foco. Faltavam letras para somatizar frases que exprimia perto de ti. Mas nossos olhares se cruzavam entre um gole e outro de café. Da sacada notava-se o sol quente do meio-dia. Carros deslizando frenéticos. E numa dança qualquer você, eu e a cafeina assombrando o ritmo das coisas obvias. Apenas nós dois e um monte de bobagens românticas, daquelas que você ri de si própria quando está sozinha. Uma conexão secreta de um amor mal resolvido jogado ao esquecimento entre um riso e uma dor.
E teve aquele toque que rima com o beijo desejado de forma surreal. E nós grudados no parapeito de um prédio, onde a única saída seria pular para o próximo capítulo. Ou então vivenciar cenas de um filme romântico francês, brega e barato. Eu nunca desenhei cenas de um amor inconsequente de elevador. Nem planejei te encontrar nas páginas deste filme irreal. Agora, por favor, me espere no capítulo final. Tem café quente e coração gelado pra servir com sal.
Me abraça
Eu nunca disse que meu coração era uma maria-mole fora da geladeira, nunca pintei meus defeitos e qualidades, nem menti sobre a ironia extravagante que borda meus dias.
Mas você sabe que por mais que eu tente ser uma garota forte, falho sempre. É que dentro dos meus olhos sempre sobram emoções e jorram rios de lágrimas. Ah baby, eu nunca quis ser a mulher maravilha, nem de longe sonhei em me tornar de aço. Por trás dessa minha capa de má, existe ainda uma mocinha desprotegida pedindo colo.
Me abraça, por favor me abraça forte. Assim posso estar presa em teus braços e dentro desse teu peito de pedra. Congela tua imagem de anjo em minhas pupilas. Deixa que o céu eu pinto com glitter e traço caminhos com nuvens em forma de letras.
É tarde baby, sim eu sei. Deixa eu beber tua fala junto com toddy gelado. Vou digerir o açucar junto com teu beijo de bombom amor.
Dá febre amar assim. Esse amor regado à sonhos de flautas e borboletas.
Sejamos sinceros baby. Aqui dentro tem um coração que salta feito canguru quando você chega perto. Tua risada é a mais bonita do mundo. Sim, eu bebo tua alegria, disfarço quando você cisma em querer impor normas nesse meu mundinho azul piscina. Eu quero enfeitar o clarão das manhãs com tuas mãos entre as minhas. Eu não quero ser garota do comercial de margarina, aqui na minha boca todo sorriso que brota é tão verdadeiro quanto as lágrimas que não disfarçam. Eu quero mais é ter lindas tardes, lindos sonhos e sentir a vida latejando no peito, como quem grita para o mundo todo ouvir.
Te quero perto, quero cinema, pipoca, briga, abraço, beijo, big mac, coca-cola, quero o inteiro com você e esquece. Esquece o resto, que pra você, eu sou sempre a mesma. Eu tenho medo do escuro baby, mas com você eu fecho os olhos. Deixa eu ser aquela menina boba, com cara de porcelana, que te olha de um jeito tenso. É que teus olhos pousados nos meus, causam estranheza dentro dessa bagunça interna. Tem tanta bagagem que carrego aqui. Mas quando estamos juntos, levo apenas uma micro bolsa, onde tua foto encosta na minha e selamos nossa sina.
Deixa eu ficar colada em teu corpo garoto. Essa semi felicidade nunca me agradou. Eu quero sentir as verdadeiras ciladas que o destino me preparou. Coloca uma música, viaja comigo, aqui tão de perto, parece real.
As rosas que vieram com o cartão são lindas. Olho para o porta retrato na sala e te vejo de um jeito torto. Te concedo uma dança e te admiro mais uma vez e repito em silêncio, que o amor é você. E não tem ninguém que de jeito nisso. Não existem palavras certas para essa desordem romântica grudada em meu peito. É você e pronto.
Agora mais uma vez me abraça, dança comigo em volta da estante, existem sonhos grudados no teto, as estrelas imaginárias piscam em nossa direção. Ainda não encontro palavras pra dizer, gritar, exclamar, mas sei que é amor, eu sei você sabe e isso está além do que se vê.
Está nesse sentir desajustado gritando, pedindo mais, pedindo pra você ficar. E fique pra sempre, morando no conforto do peito, junto do meio termo da palavra amor.
Mas você sabe que por mais que eu tente ser uma garota forte, falho sempre. É que dentro dos meus olhos sempre sobram emoções e jorram rios de lágrimas. Ah baby, eu nunca quis ser a mulher maravilha, nem de longe sonhei em me tornar de aço. Por trás dessa minha capa de má, existe ainda uma mocinha desprotegida pedindo colo.
Me abraça, por favor me abraça forte. Assim posso estar presa em teus braços e dentro desse teu peito de pedra. Congela tua imagem de anjo em minhas pupilas. Deixa que o céu eu pinto com glitter e traço caminhos com nuvens em forma de letras.
É tarde baby, sim eu sei. Deixa eu beber tua fala junto com toddy gelado. Vou digerir o açucar junto com teu beijo de bombom amor.
Dá febre amar assim. Esse amor regado à sonhos de flautas e borboletas.
Sejamos sinceros baby. Aqui dentro tem um coração que salta feito canguru quando você chega perto. Tua risada é a mais bonita do mundo. Sim, eu bebo tua alegria, disfarço quando você cisma em querer impor normas nesse meu mundinho azul piscina. Eu quero enfeitar o clarão das manhãs com tuas mãos entre as minhas. Eu não quero ser garota do comercial de margarina, aqui na minha boca todo sorriso que brota é tão verdadeiro quanto as lágrimas que não disfarçam. Eu quero mais é ter lindas tardes, lindos sonhos e sentir a vida latejando no peito, como quem grita para o mundo todo ouvir.
Te quero perto, quero cinema, pipoca, briga, abraço, beijo, big mac, coca-cola, quero o inteiro com você e esquece. Esquece o resto, que pra você, eu sou sempre a mesma. Eu tenho medo do escuro baby, mas com você eu fecho os olhos. Deixa eu ser aquela menina boba, com cara de porcelana, que te olha de um jeito tenso. É que teus olhos pousados nos meus, causam estranheza dentro dessa bagunça interna. Tem tanta bagagem que carrego aqui. Mas quando estamos juntos, levo apenas uma micro bolsa, onde tua foto encosta na minha e selamos nossa sina.
Deixa eu ficar colada em teu corpo garoto. Essa semi felicidade nunca me agradou. Eu quero sentir as verdadeiras ciladas que o destino me preparou. Coloca uma música, viaja comigo, aqui tão de perto, parece real.
As rosas que vieram com o cartão são lindas. Olho para o porta retrato na sala e te vejo de um jeito torto. Te concedo uma dança e te admiro mais uma vez e repito em silêncio, que o amor é você. E não tem ninguém que de jeito nisso. Não existem palavras certas para essa desordem romântica grudada em meu peito. É você e pronto.
Agora mais uma vez me abraça, dança comigo em volta da estante, existem sonhos grudados no teto, as estrelas imaginárias piscam em nossa direção. Ainda não encontro palavras pra dizer, gritar, exclamar, mas sei que é amor, eu sei você sabe e isso está além do que se vê.
Está nesse sentir desajustado gritando, pedindo mais, pedindo pra você ficar. E fique pra sempre, morando no conforto do peito, junto do meio termo da palavra amor.
Quase primavera.
É quase setembro, as rosas começam a reinar. Plantei um pé de vento no peito, quando a noite sopra o vento sai. Tem uma felicidade embutida em meu corpo que voa. Solto as mãos do corrimão e jogo os cabelos para trás.
A certeza que o mundo gira devagar me abrange, o movimento do vento me impulsiona, as peças desse quebra-cabeça se modificam. Sou a peça chave do meu jogo.
Das minhas certezas sou contraditória, dos meus erros sou verdade, das minhas doçuras sou vaidade, dos meus medos sou metade. E de você sou inteira.
Minha memória se perde pelos degraus dessa enorme escada de pensamentos involuntários, decifro com pressa todos os espaços vazios que você deixou.
Essas nossas conversas, essas risadas empoeiradas ficaram presas num Outono Inverno de qualquer estação ultrapassada. Ainda escuto ecos de um amor escondido pelos cantos.
Carreguei tua imagem violada em meus prantos noturnos. E me parece doce esse teu cheiro de baunilha, salta de dentro dos teus poros aveludados, me tens nas mãos e me tocas fundo.
Essa ávida espera por ter teus braços novamente em volta de minha cintura faz uma reviravolta em cada pedaço do que fomos um dia.
Sei que és aquele que me torna a mais feliz das criaturas e que, por ti, falo aos céus e declamo promessas ao sol.
Tranquei nossos códigos secretos. Emprestei um riso da primavera que virá. Devolvo quando você voltar.
A certeza que o mundo gira devagar me abrange, o movimento do vento me impulsiona, as peças desse quebra-cabeça se modificam. Sou a peça chave do meu jogo.
Das minhas certezas sou contraditória, dos meus erros sou verdade, das minhas doçuras sou vaidade, dos meus medos sou metade. E de você sou inteira.
Minha memória se perde pelos degraus dessa enorme escada de pensamentos involuntários, decifro com pressa todos os espaços vazios que você deixou.
Essas nossas conversas, essas risadas empoeiradas ficaram presas num Outono Inverno de qualquer estação ultrapassada. Ainda escuto ecos de um amor escondido pelos cantos.
Carreguei tua imagem violada em meus prantos noturnos. E me parece doce esse teu cheiro de baunilha, salta de dentro dos teus poros aveludados, me tens nas mãos e me tocas fundo.
Essa ávida espera por ter teus braços novamente em volta de minha cintura faz uma reviravolta em cada pedaço do que fomos um dia.
Sei que és aquele que me torna a mais feliz das criaturas e que, por ti, falo aos céus e declamo promessas ao sol.
Tranquei nossos códigos secretos. Emprestei um riso da primavera que virá. Devolvo quando você voltar.


